Era um pequeno folhetim de moda, com aproximadamente 30 páginas, destinado às mulheres da alta sociedade de Nova York no final do século 19.
Nesta época poucos acreditavam no sucesso e numa vida tão longa a uma publicação que tinha como tema a moda, a vida mundana e o design.
A popularização da moda aconteceu com o seu lançamento, tendo em seus primeiros números personalidades como Gertrude Vanderbilt Whitney vestindo suas próprias roupas.
O primeiro editor-chefe da revista foi Josephine Redding, que ficou no cargo até 1901. A revista se tornou uma publicação quinzenal somente em 1902.
Condé Nast
A história da VOGUE começou a mudar em 1909, quando foi adquirida pela Condé Nast, que tornou a revista num império editorial internacional.
A primeira edição sob o comando do novo proprietário foi lançada no dia 24 de junho, e mostrava, entre outras coisas, os vestidos usados pelas mulheres mais ricas dos Estados Unidos.
A publicação, além de se tornar mensal, teve seu conteúdo reformulado tornando-a mais atraente, e transformando a moda em “objeto de desejo” e “sonho de consumo” para as mulheres.
Condé Nast transformou a VOGUE, até então um pequeno semanário, em uma das revistas de moda mais influentes do século 20.
A edição britânica da VOGUE foi lançada em 15 de setembro de 1916, sendo a primeira fora dos estados Unidos. Seguiram-se as edições da França (15 de junho de 1920), Austrália, Espanha e Alemanha (1928).

Editora de Moda
Na década de 60, sob o comando da editora-chefe Diana Vreeland, a revista começou a ter um apelo mais jovem, focada na revolução sexual da época, focalizando mais em moda contemporânea e editorias que discutiam a sexualidade.
Na década seguinte, ao comando de Grace Mirabella, que assumiu o cargo de editora-chefe em 1971, a revista passou a apostar em editorias extensos, adotando um estilo diferente, para atender as mudanças de seu público alvo. Foi nesta década, em 1975, que a VOGUE lançou sua edição brasileira.
A revista VOGUE começaria a ganhar status de “Bíblia da Moda”, a partir de 1988, quando Anna Wintour assumiu o cargo de editora-chefe, e transformou radicalmente a revista.
Ela também foi responsável pelo lançamento de vários novos produtos como em fevereiro de 2003, quando a tradicional revista inovou ao lançar a TEEN VOGUE, uma revista voltada para jovens, que tinha como foco a moda e celebridades, mas também oferecendo informação sobre diversão e atualidades.
Em 2005 é lançada a MEN’S VOGUE nos Estados Unidos, voltada para o público masculino.
Outras publicações foram a Vogue Living (Vogue Casa), Vogue RG, Vogue Passarelas, Vogue Noiva e Vogue Jóias.
Além de tudo isso, a revista se transformou em referência para fotógrafos, modelos, produtores de moda, estilistas e muitas outras revistas do ramo. E todo esse poder pode ser comprovado em setembro de 2004, quando a edição circulou com 824 páginas, três quartos delas de publicidade, tornando-se a revista mensal com o maior volume de páginas e anúncios da história editorial americana.

A marca no mundo
Atualmente, a VOGUE é publicada nos Estados Unidos (tiragem de 1.2 milhões de exemplares por mês), Alemanha, Austrália, China, Japão, Coréia, Índia, Grécia, Espanha, França, Itália, México, Reino Unido, Taiwan, Portugal e Brasil, onde a editora Carta Capital é a responsável por sua publicação.
Atualmente, a VOGUE é publicada nos Estados Unidos (tiragem de 1.2 milhões de exemplares por mês), Alemanha, Austrália, China, Japão, Coréia, Índia, Grécia, Espanha, França, Itália, México, Reino Unido, Taiwan, Portugal e Brasil, onde a editora Carta Capital é a responsável por sua publicação.

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